sábado, 21 de maio de 2011

NOSSA INFÂNCIA




Éramos cúmplices no olhar, no brincar
Nos carões, como falar de boca cheia
Comer com boca aberta
No atravessar as conversas dos  mais velhos
Tempo em  que aprontávamos, fazíamos algazarra
Até conseguirmos dormir
Tempo também, em que inventávamos brinquedos
 e brincadeiras empinávamos piriquitos e arraias
fazíamos barquinhos de papel e olhávamos
navegar na chuva
Nossos  sonhos eram próprios da idade
Mas, o tempo passou...
Crescemos e com ele
As responsabilidades de adultos
Que sempre nos assustam
Longe  de  ser a síndrome de Peter Pan
Mas, a distância, ah! essa é cruel
Novas vontades e objetivos
Planos que se passaram
como o de estar sempre pertinho, um do outro
Ou termos a empresa da família, um carro, aquela faculdade...
Muitos  frustraram-se ficaram para trás
Sonhos que desapareceram ou  foram deixados
Olhar longe...Tímidos
Com receio de olharmos nos olhos.
Se perdendo no muito em fazer, e nada a dizer
Que o meu entardecer
Seja o seu amanhecer,
Esse sol que te aquece  é o mesmo
Eu, eu sou a mesma.
Toda vez que ver uma rosa
Saiba que ela simboliza o amor
Se sentir uma brisa leve  te tocar
Imagine que possa ser eu a te confortar
Ao olhar para o mar
e se ele estiver revolto e agitado
É a saudade explodindo no meu peito
E se a chuva vier, cada gota que cair
Será minhas  lágrimas declarando sua  falta
O pulsar do coração é esperança
de achar o perdido imaginando
Onde você está agora?!

R. de Cássia Oliveira 22/05/2011

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